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O Parlamento Europeu rejeitou ontem, em Estrasburgo, duas propostas sobre liberdade de imprensa em Itália e na União Europeia, uma apresentada pela direita, reunindo três grupos políticos, e outra pela esquerda, subscrita por quatro grupos, incluindo os liberais. Nenhuma das propostas conseguiu a maioria dos votos.
As propostas de resolução tiveram origem no caso de Itália, com a esquerda do hemiciclo europeu a considerar não haver liberdade de imprensa no país e a responsabilizar directamente o primeiro-ministro, Silvio Berlusconi.A proposta de resolução foi chumbada por três votos (335 votos a favor, 338 contra e 25 abstenções).
Já a resolução da ala direita, que defendia que a liberdade de imprensa está garantida no país, foi rejeitada com 322 votos contra 297 e 25 abstenções.
Na mesma sessão, dois eurodeputados do PSD, Carlos Coelho e Mário David, apresentaram uma emenda sobre "suspeitas graves de interferência nos meios de comunicação por parte do primeiro-ministro português e do Partido Socialista relativamente às edições de jornais e canais de TV (por exemplo, o cancelamento do programa noticioso nacional mais popular - o "Jornal Nacional" - alguns dias antes das eleições legislativas)", A emenda foi chumbada por 269 votos a favor, 338 contra e 83 abstenções.
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